Quando
fui ao Concert Hall do Santa Monica College, ontem à noite, graças ao
convite de Maria Ercilia, vice-consulesa do Brasil em Los Angeles, eu nao
tinha nenhuma expectativa, pois não conhecia o trabalho do guitarrista
brasileiro Zezo Ribeiro, nem sabia o estilo de música que ele tocava. Foi uma
surpresa absolutamente maravilhosa. Foi apresentado pelo attache cultural do Consulado Brasileiro em
Los Angeles, Sergio Mielniczenko e que, entre uma música e outra, deu um show de história sobre a
música popular brasileira, e também salpicou aqui e ali histórias pessoais sobre compositores
mundialmente conhecidos, como Tom Jobim e Vinicius de Morais.
Ouvir o Zezo tocar é ouvir uma orquestra, é ver um
dançarino, é ouvir percussão, é sentir uma intimidade única com cada nota e cada silêncio que
ele de propósito cria, é rir - pois o senso de humor dele está presente do início ao fim do
espetáculo, é sorrir, pois quando você
compartilha da alegria e da paixão que ele sente em tocar é irresistível. A agilidade e a clareza
da sua técnica só é ultrapassada pela forma sensual e até mesmo sexual que ele tem ao
se expressar com o seu intrumento. musical Eu nunca ouvi um
guitarrista que,
além de exímio, tenha ao mesmo tempo uma leveza e senso de atuação tão marcante como Zezo
Ribeiro .
Quando ele tocou "Gente Humilde", lágrimas deslizaram pelo
meu rosto. Mas nao fui a única a me emocionar. Pela primeira vez, ouvi
músicas populares brasileiras antigas
com um arranjo diferente, cheio de nuances. As composições dele mesmo também foram
apreciadas pelo público,
que queria ouvir mais e mais.
A única parte triste é que ele retorna hoje para Madrid e para os felizardos
que adquiriram o CD dele, só nos resta lembrar, ouvir a sua música e esperar que ele retorne a Los
Angeles em breve, para novamente nos fascinar com o seu estilo musical absolutamente POÉTICO,
MÁGICO, DIVINO!!!!
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