A diferença é que Bianca entrevista em inglês, espanhol ou português, e
faz comentários sobre assuntos dos mais variados, como moda, saúde, alimentação e sempre
consegue confissões surpreendentes de seus convidados.
Bianca conta que não foi fácil conquistar um lugar no disputado mundo do
show biz televisivo americano. Sem emissora fixa, teve de produzir o primeiro programa sozinha.
“Gravei os primeiros programas e fui atrás de canais pagos que tivessem interesse em
exibi-los”, conta. Hoje o The Bianca Rossini Show já está disponível em três canais
norte-americanos.
“Eu faço contato com meus entrevistados por telefone e explico o formato do
programa. Além disso, muitos telespectadores mandam e-mails sugerindo entrevistas”, explica
Bianca, que não tem ajudantes na produção. Ela marca as entrevistas, cuida do cenário, do
figurino e aluga o estúdio para a gravação.
“Desde pequena sempre gostei de ouvir a história de vida das
pessoas, e com o incentivo de amigos que já trabalhavam no meio ficou mais fácil criar o meu próprio
programa.”.
Bianca já entrevistou celebridades brasileiras e norte-americanas, entre elas o compositor Dori Caymi e o diretor de cinema Paul Mazursky.
Na semana passada, o brasileiro Claúdio McDowell, diretor do filme O Canto de
Oboé, que participou em Hollywood do festival American Film Institute Latin Series, foi um do
convidados. Bianca entrevistou o diretor em inglês e em português. Durante a entrevista, Cláudio
contou detalhes das filmagens e falou da satisfação do filme ser reconhecido no exterior.
“Quando o entrevistado é brasileiro e domina o inglês, falamos um pouco de
cada língua”, explica. Ela acredita que muitos telespectadores brasileiros que moram nos Estados
Unidos assistem ao programa e se sentem em casa ao ouvir um pouco de sua língua de origem.
Já são 35 programas gravados. “Como temos pouco tempo de estúdio e não
podemos editá-lo, tenho que gravar de uma vez só”, conta a apresentadora.
Há mais de 15 anos morando fora do Brasil, Bianca é uma exceção entre os
artistas brasileiros que tentam carreira no exterior. Já atuou em filmes como Luar Sobre Parador,
ao lado de Richard Dreyfuss e da brasileira Sonia Braga, Mobsters, do diretor Michael Karbelnikoff,
e Bad Influence, dirigido por Curtis Hanson.
Além de atuar, Bianca já foi responsável por coreografias em diversas
produções de Hollywood. “Sou latina e tenho sotaque, mas conheço várias atrizes americanas que
tentaram carreira em Hollywood e não conseguiram nada”, diz Bianca.
A brasileira também já participou também de vários seriados. Destaque para
The Sentinel, onde fez o principal papel feminino – uma espírita cubana que participava de
rituais de umbanda. Sucesso de crítica, o seriado filmado no Canadá foi exibido pela Warner Bross
americana. Além de atuar, ela dançou e foi responsável pela coreografia.
Mas Bianca não esconde sua vontade de trabalhar no Brasil. “Gostaria de
poder levar o The Bianca Rossini Show ao telespectador brasileiro”, diz a atriz, que conta estar
fazendo contato com vários empresários brasileiros. “O programa seria produzido em Los Angeles e
rodado aí no Brasil.”
Ana Claudia Duarte
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Jornal da Tarde